Engajamento vs pandemia na escola: 3 dicas poderosas

Em nosso trabalho com professores do Ensino Fundamental, a primeira coisa que percebemos na transição do presencial para o ensino remoto é a tentação de aplicar uma aula totalmente expositiva. Ou seja, repetir o modelo aplicado presencialmente que existe há décadas.

Tudo começa com o professor iniciando uma aula online, usando ferramentas como Google Meet, Zoom ou Microsoft Teams. Ele abre sua câmera e começa a expor seu conteúdo falando, como se estivesse na sala de aula tradicional. Um ou outro estudante também abre a câmera, mas a grande maioria permanece fechada.

Após algum tempo de exposição, o professor pergunta algo aos alunos, mas não recebe resposta. A frustração é clara, trazendo a percecpção de que não está acontecendo troca entre os participantes, tornando a experiência cansativa e desanimadora, tanto para o professor quanto para os estudantes.

Nicolly, uma de nossas estudantes, entediada em uma aula.

1. Interação, interação e interação!

Entendemos que essa foi a forma que grande parte dos professores conseguiu para continuar com suas aulas, mas o custo do engajamento é alto. Assim, em nossas conversas com professores que testaram novas ferramentas e formas de aplicar suas aulas, investir na interação com os estudantes foi crucial para aumentar o engajamento.

Por exemplo, listamos algumas ferramentas que podem ajudar nessa interação:

Aluno Applicado

O Aluno Applicado é uma plataforma de ensino de matemática de um jeito legal e interessante!

Feita aqui no Brasil, ela transforma a maneira como pensamos em ensinar matemática, desenvolvendo o raciocínio lógico dos estudantes de forma efetiva.

Cell to Singularity

O Cell to Singularity é um jogo de simulação onde você precisa ir coletando entropia e, com isso, simular como surgiu a Terra, a vida e a evolução ao longo do tempo.

É possível ensinar temas como astronomia, química, biologia no geral (citologia, botânica, zoologia, evolução, etc), geologia e até mesmo história humana.

Classcraft

O Classcraft é uma plataforma educacional que tem o perfil RPG (role-playing game) onde é possível criar missões em que os estudantes ganham experiência e outras conquistas.

A plataforma não é auto-suficiente, o objetivo é que o professor seja um mediador (mestre RPG), conduzindo as tarefas. 

Por exemplo: professor passa uma missão que pode ser feita tanto no mundo “real” quanto na plataforma e os estudantes submetem o resultado da tarefa no Classcraft. Com isso, o professor pode avaliar a entrega e decidir a evolução dentro do ambiente.

Discord

O Discord é uma plataforma de comunicação organizada por canais e voltada para jogadores online (gamers 😎) onde é possível se comunicar por voz, vídeo e chat.

Na Gaia usamos para criar salas de aula virtuais mais convidativas e interativas que os tradicionais (Meet, Zoom, Teams), e por ser organizada em canais, não é necessário ficar gerenciando links.

 

Educaplay

Educaplay é uma plataforma onde os professores podem criar jogos de uma forma bem simples e intuitiva. Sendo possível usá-los como recurso didático em suas aulas.

Gartic

O Gartic é um jogo de desenho, onde o estudante selecionado na rodada tem que desenhar de acordo com a palavra que ele recebeu, enquanto ele desenha, os outros participantes precisam adivinhar.

Também usamos aqui na Gaia como um recurso didático avaliativo, onde transformamos a forma de avaliar em um jogo. Nós criamos a “fase”, definindo as palavras que vão fazer parte do jogo.

Um dos insights que tivemos com o Gartic é que por ele exigir que as adivinhações aconteçam por escrita, os estudantes aprendem a escrever palavras difíceis sem perceber.

Game Arkos

O Game Arkos é um jogo de perguntas e respostas sobre livros que os estudantes já leram e conta com mais de 7.000 livros!

Além de fornecer diversos relatórios para os educadores, a plataforma permite competições que motivam os alunos na sua experiência de leitura.

Kahoot

O Kahoot é uma ótima ferramenta para tornar as avaliações mais divertidas ao criar uma competição interativa entre os estudantes.

Minecraft Education

Que criança hoje em dia não joga ou nunca já jogou Minecraft? E se tivesse uma versão especial para educação? E, sim, existe! Usamos muito aqui na Gaia e os estudantes adoram!

É possível ensinar conceitos de ciência, matemática e qualquer outra disciplina tradicional, com o adicional do ensino de programação em blocos direto no jogo!

O Minecraft Education tem licenças de avaliação, que são gratuitas, mas apenas para os 10 primeiros logins do estudante. No entanto, o preço da licença é acessível, sendo R$16 por estudante por ano.

PhET Colorado

PhET Colorado é uma plataforma de simulação de diversos conteúdos de ciências, de um jeito interativo e gratuito. Pode ser um bom aliado na hora das aulas experimentais!

Pocket Ants

O Pocket Ants é um jogo para celular Android onde é possível estudar algumas relações ecológicas. Ele se passa dentro de uma colônia de formigas e é possível estudar relações intraespecíficas e interespecíficas, como a competição por recursos entre formigas e predação ou herbivoria.

Tinkercad

O Tinkercad é um ótimo recurso didático, sendo uma plataforma onde é possível fazer simulações de circuitos, desenho em 3D e também programação.

Usamos bastante na Gaia com o foco em robótica, sendo um grande aliado no ensino de conceitos de física, fundamental na robótica.

2. Ensine a usar a tecnologia

Agora que você já tem uma noção de como tornar suas aulas mais interativas, é importante entender que a tecnologia é uma ferramenta que precisa ser usada da forma adequada. Assim, é fundamental treinar professores, estudantes e até mesmo os pais para que saibam usar as ferramentas tecnológicas que eles têm acesso.

Muitas das ferramentas mencionadas acima possuem tutoriais e treinamentos, outras contando com diversos vídeos no YouTube explicando como funciona. No entanto, percebemos que boa parte do conteúdo ainda está em inglês, sendo uma barreira para muitas escolas. Nesses casos, pela nossa experiência, o adequado é ter uma equipe desbravadora dentro da escola que aprenda a usar essas tecnologias e ajude nessa disseminação.

Quando falamos em treinamento de alunos, pais e professores, estamos falando da transformação digital que está acontecendo dentro das escolas e que foi acelerada bruscamente pela pandemia. Na Gaia, temos contato com famílias que estão tendo grande dificuldade nesse processo, sendo necessário guiá-las passo a passo.

Uma das ferramentas que mais utilizamos quando precisamos guiar o uso de alguma ferramenta é o TeamViewer.

TeamViewer

O TeamViewer é uma plataforma de acesso remoto que permite a um usuário controlar remotamente o computador ou celular de alguém.

A pessoa que precisa de ajuda instala o programa no computador ou aplicativo no celular e passa um código de segurança para o ajudante, que se conecta e pode controlar o dispositivo de forma rápida e fácil.

Usamos bastante o TeamViewer aqui na Gaia, em especial nos momentos em que a comunicação está complicada e o problema é um pouco mais complexo.

Esta etapa da transformação digital dentro das escolas é um grande desafio, mas precisa ser encarada com seriedade e estratégia. Muitas escolas necessitam de parceiros para ajudá-las nesse processo, que vai muito além do aprendizado das ferramentas tecnológicas, significando uma transformação cultural.

3. Ofereça aulas diferentes

A jornada que estamos percorrendo para levar educação tecnológica de forma acessível nos trouxe diversos aprendizados sobre a realidade de estudantes do Ensino Fundamental e sobre o que eles realmente gostam.

Muitos estudantes estão cansados das matérias tradicionais e buscam coisas diferentes, como aprender a criar jogos, montar robôs, fazer experiências com sucatas e até mesmo desenhar em 3D!

Hoje nossa experiência está mais próxima do contexto da robótica educacional, no modelo de curso livre que ofertamos para as escolas. Percebemos que a robótica é uma ótima forma de aumentar o engajamento. Existem diversos sites gratuitos como o Manual do Mundo e o Instructables que oferecem vários projetos dentro desse universo.

Para esse mundo mão na massa, algumas ferramentas podem ajudar, como o Arduino e seus componentes.

Através do ensino maker, mão na massa, os estudantes conseguem sair durante um tempo das telas dos notebooks e celulares, além de desenvolver habilidades motoras e de concentração. A superação do desafio de montar pequenos projetos robóticos é muito enriquecedora!

A Júlia é uma de nossas estudantes e é um exemplo disso. Nessa foto ela acabou de finalizar o projeto de um dado robótico e ficou super feliz! Foi correndo contar para seus pais 😍.

A Dani, mãe da Júlia, contou pra gente recentemente sobre a importância da robótica nesse momento de pandemia, como tem ajudado no desenvolvimento dela. Em suas palavras: “A Juju melhorou muito na questão da coordenação motora. Melhorou muito! Inclusive na questão da socialização.”

Júlia, uma de nossas estudantes, feliz por ter feito o desafio do Dado Robótico!

Sabemos que a jornada para essa adaptação do mundo presencial para o virtual é um grande desafio para todos os envolvidos: diretores, coordenadores, professores, pais, mães e estudantes.

Novas habilidades estão sendo demandadas e o tempo é curto, sem contar nos requisitos tecnológicos e nas estratégias para acessar esse novo mundo. Por isso, a Gaia leva muito a sério esse processo, criando soluções que ajudem a transformar a educação e as vidas das pessoas.

Sua escola está sem robótica por causa da pandemia?

Sabia que a Gaia criou uma metodologia única e inovadora que leva robótica direto para a casa dos estudantes? Com kit robótico e tudo!

Pois é, sabemos que os professores estão tendo dificuldade em engajar seus estudantes, e a robótica é uma forma de ajudar nesse desafio.

Você usa alguma ferramenta ou outra abordagem que tem ajudado a engajar seus estudantes? Comente aqui embaixo!

Related Articles

Responses

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *